segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil - Um Programa Imbecil

1
18:05
  
   Excelente cordel, tirei o chapéu para o escritor.

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
            
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
            
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
            
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
            
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
            
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
            
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
            
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
            
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
            
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
            
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
            
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
            
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
            
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
            
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
            
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
            
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
            
  Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
            
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
            
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
            
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
            
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
            
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
            
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
            
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
            
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
            
FIM


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Recado Para As Invejosas

0
13:36

   Pô gente. E ninguém visTualiza os vídeos dela...
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chapolin Taradão

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17:32
   Vai dizer? Kuakuakuakuakua


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Que Tal Ir Pra Disneylandia?

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17:01
   Qualé, povo fedorento! Haha, não me levem à mal, é que com esse calorão não há banho que aguente. Depois de uma semana eletrizante (tomei vários choques na cabeça por causa das minhas loucuras), venho hoje dar o ar da graça por aqui. Só espero que ela não se chateie comigo, acabei esquecendo de pedir emprestado.
   Hoje tava querendo muito ver Chapolin, principalmente o episódio do Racha Cuca. Só pela parte de ir pra Disneylandia com o Polegar Vermelho, meu sonho, e na hora em que o quadro é baleado, haha. Porém, vou postar algo que nada tem a ver com esse episódio, só quis mencioná-lo porque sempre me fez rir muito.
   Achei um vídeo em que o autor selecionou, em ordem de importância, as 20 melhores falas do Chaves. Não é que ficou engraçado? Tirando os ocasionais erros de portuga (como "cassoa"), curti bastante. Não concordo com as posições, por mim a 13ª teria ganho o primeiro lugar, que por sinal foi um dos mais sem graça de todos.
   Agora, sem mais delongas, eis a vídeo-lista:
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bad Barney

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18:02
   Sempre desconfiei do dinossauro roxo e barrigudo, haha.

  
   
       A Senhora Thompson beijou seus dois filhos, Jenny e Robby, e os colocou em frente à televisão. Seus olhos ficaram maravilhados com a imagem do querido amigo dos últimos meses. Senhora Thompson sorriu ao ver as carinhas cativantes das ciranças e foi à cozinha fazer o jantar. Antes de preparar os vegetais, ela espiou a sala e olhou o aquele dinossauro grande e roxo rolar pela tela.

   "Estúpido réptil gordo", ela murmurava e voltou para o jantar.

   Se Jenny e Robby ficaram chateados com seu comentário, não demonstraram nenhuma reação.
Em vez disso, escutaram e assistiram com atenção Barney, o Dinossauro, que estava sendo transmitido ao vivo para toda a nação. O local da gravação estava repleta de milhares de crianças com os olhos arregalados e atenciosos, a câmera deu um "close" no dinossauro roxo. O dinossauro verde, conhecido como Baby Bop, roubou um beijinho de uma criança da platéia. Finalmente, depois de uma dança e música sobre "dividir", Barney subiu e falou com a mesma voz melosa de sempre:
   "Olá, todos os meus amigos! Estou tão feliz que você pôde estar aqui assistindo meu show. Eu já dise que te amo muito?"
   As crianças ao redor do mundo responderam simultaneamente, "Eu também te amo Barney!"
   O dinossauro que ria, por um momento pareceu ficar envergonhado. "O amor é uma coisa tão maravilhosa. Especialmente o amor que eu e você dividimos. Eu quero saber o quanto especial você me considera como amigo. Aliás, você é meu amigo?"
   As repostas foram altas e trovejantes, aumentando pelo local da gravação e se espalhando por toda a nação.
   "SSIIIIIIIMMMMM!!!!!!"
   "Então, isso é maravilhoso!! Mas querem saber de uma coisa crianças? Eu tenho uma coisa muito MUITO triste para dizer a vocês". Ele suspirou e deixou seus imensos olhos mortos rolarem pelo chão. Com um tom fúnebre e sério, disse: "Nem todos são amigos de Barney... algumas pessoas nem mesmo querem que eu seja seu amigo"
   Choros e protesto começaram a vir, a bagunça era iminente.
A besta Roxa aquietou a fúria levantando a mão, e continuou:
   "Há pessoas que não querem que eu ame você, e lhe tiram de perto de mim. Estas pessoas são muito más e querem machucar seu querido amigo Barney. Algumas pessoas podem ser muito próximas a você. Sabe por quê?"
   A audiência estava quieta, silenciosa e ansiosa aguardando a resposta. Um silêncio profano caiu sobre a multidão. Até mesmo alguns adultos começaram a se sentir isolados, melancólicos... indesejados.
   "Nenhum deles, nenhum MESMO, ama vocês mais do que eu amo. Eu sou seu único amigo no mundo. Eu realmente amo você, amo de verdade! Mas essas pessoas más não! Algumas podem ser seus vizinhos. Algumas podem ser seus professores. Algumas podem ser..."
   "Quem Barney, quem?!?!", as crianças ficaram chocadas.
   "... Algumas podem ser seus pais!"
   Imediatamente as crianças começaram a gritar e a chorar, os dentes rangiam em fúria. Os seguranças que tentaram conter as crianças atrás das linhas, lutaram sem sucesso, e o mar de crianças de olhos esbugalhados investiu-se contra eles. Alguns guardas saíram correndo pela rua. Outros tentaram empurrar os mais jovens para trás, mas estes eram pisoteados e massacrados por membros raivosos.
Os choros eram horríveis.
   Um dos guardas, que estava ao mesmo tempo sendo esmagado e desmembrado pela horda de "mindless", trancou o set de filmagem. O dinossauro roxo e o verde estavaa rindo e dançando diabolicamente acima da plataforma que agora estava suja com sangue e roupas rasgadas. Nas próximas palavras vieram trevas e os guardas estavam perdidos para sempre, contra a torrente violenta e demoníaca que viria...
   "Eu amo você, você me ama...
   Sua família, deixe-me possuir... 
  Com uma faca ou uma arma, sinta-se livre para fugir...Você não sabe o que significa para mim..."

   Senhora Thompson terminou de lavar seus vegetais e percebeu que não ouvia aqueles risos das crianças, típicos de quando estavam assistindo ao estúpido dinossauro. Ela foi até a sala e percebeu que elas não estavam mais lá, e a TV estava com tela completamente preta e um aviso de controle parental.
   "Jenny? Robby? Onde vocês estão?"
   Talvez elas tenham ido para fora, ela pensou. Voltou a cozinha e olhou para a bancada. Suas afiadas facas de aço haviam sumido. "Mas estavam aqui a alguns segundos atrás". Então, como um flash de aço cortado entre as pernas e outro um pouco acima da cintura, ela ouviu uma risadinha abafada e um vislumbre de púrpura e verde com o canto do olho. Ela caiu em uma pilha de suas vísceras e sangue, sua vida se infiltrando no assoalho. Enquanto o mundo ia para um cinza desbotado e sem vida, ela ouviu uma música conhecida cantada por duas vozes familiares...
   "Eu amo você, você me ama,
   Deixe que eu me junte ao Lord Barney...
   Com um grande beijo e abraço apertados...
   Vamos começar a punição aos adultos."
   Senhora Thompson parou de respirar.
   "Ele NÃO é um estúpido réptil gordo!" 
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O Jogo do Copo

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17:50
   Não tenho o hábito de postar babaquices como os assuntos referentes a essa brincadeira que julgo tão estúpida e sem sentido. Porém, curti a estória que apresentarei a vocês. Encontrada em sites de terror, marcada como uma das famosas Creepypastas que tanto agradam adolescentes desmiolados (sim, sou uma adulta desmiolada e algumas são legais, e daí?

   Em uma noite iluminada por uma lua minguante num céu sem estrelas, quatro jovens resolvem fazer o famoso "jogo do copo".
Reúnem-se na casa do mais velho, o líder da turma. Depois de uma oração em tom de brincadeira, começa a sessão de perguntas para o pseudo-espírito na mesa.
   - Qual o seu nome? Pergunta uma das meninas da turma.
   O copo se move para as letras formando a palavra P-A-L-H-A-Ç-O. Todos ficam assustados com o movimento, mas acham estranho que tenha se formado essa combinação. Exceto o líder da turma, que solta uma gargalhada quando a palavra é formada.
   - O que você quer? Pergunta o segundo jovem:
   P - U - M. É a palavra que aparece no tabuleiro. O jovem líder cai na gargalhada, solta o copo e sai de perto do tabuleiro:
   - Essa brincadeira é cretina, estúpida. Fui eu quem fez o copo se mexer. Viram como isso não funciona?
   - Cuidado. Não fique brincando com essas coisas. Você pode ser castigado - Retruca a pequena jovem.
   Todos vão embora da casa do rapaz, indignados com a brincadeira sem graça do amigo. Como já era tarde, ele se prepara para dormir. Entra em seu quarto, deita em sua cama e começa uma oração. No meio de sua prece, ele sente uma dor muito forte no peito. Seu pijama azul tem uma mancha escura e que vai aumentando. O jovem coloca a mão na boca para conter um grito, mas percebe que sua boca também está sangrando. Seu nariz pinga mais sangue ainda, marcando o chão com poças avermelhadas.
   Desesperado, ele vai ao quarto de seus pais e os encontram enforcados, pendurados no lustre sobre a cama, movimentando seus braços em busca do corpo do rapaz. Os gritos e palavras mórbidas ecoam por toda a casa:
   - Maldito. Por que você fez isso?
   O jovem corre para fora de casa e bate na porta da casa de seus amigos. Ninguém atende. Seus gritos misturados com suas lágrimas pintam seu rosto de vermelho.
Cansado de gritar, ele fica em silêncio, mas ouve algumas gargalhadas. Tentando descobrir de onde vem as vozes, ele corre em direção ao som, e percebe que saem da garagem de sua própria casa.
   Ao abrir a porta, ele se depara com uma cena macabra: Seus três amigos, sentados no chão, fazendo o jogo do copo. As gargalhadas eram assustadores, como crianças que se divertem com um brinquedo novo. Chegando mais perto, o jovem percebe que o copo se movia sozinho, sem nenhum dedo no tabuleiro. O copo fazia movimentos repetitivos para as palavras P-A-L-H-A-Ç-O. Movimentos cada vez mais rápidos formavam a palavra P-A-L-H-A-Ç-O, P-A-L-H-A-Ç-O, P-A-L-H-A-Ç-O, até que o copo explode.
Assustado, suado e com muito medo, o jovem acorda. Sim, foi um sonho. Ele olha a sua volta e não há sangue. O silêncio reina pela casa. Mais calmo, ele vai até o banheiro, onde tem uma surpresa ao se olhar no espelho: Seus olhos e sua boca, vermelhos de sangue, formam uma pintura de palhaço. Mesmo jogando água em sua face, a mancha não sai. Em um ato de desespero, o rapaz corre para o quarto dos pais. Quando ele abre a porta, encontra seu pai de pé, em frente à porta com uma arma na mão. Antes que ele pudesse pronunciar qualquer palavra, um único som toma conta de toda a casa: P-U-M. 

No dia seguinte, todos os seus amigos vão ao velório de seu colega: O jovem palhaço que morreu com um tiro na cabeça.

   Moral da estória: brincar de jogo do copo é uma tremenda palhaçada mesmo, haha.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Momento Manteiguinha da Semana

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17:46
   Preciso nem dizer qual foi minha reação com o video né? *0*

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eaí, Curte O Conto dos 3 Porquinhos?

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17:55
   Eu já me amarrava antes (algo contra?), mas depois dessa versão gosto ainda mais. Dica do lindo do @SuperGuri!



   Saca só o que os porquinhos falam: ''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''. Alguém consegue entender isso? Haha.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Horror F.R.I.E.N.D.S

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09:29
   Putz, eu não ia postar até arrumar todo o layout novo do blog. Mas não resisti. Passando pelo MEDO B. me deparei com esse vídeo e fiquei sem ar de tanto rir! Tem um ou dois personagens bem conhecidos do público, os outros uns poucos devem conhecer. Sem mais delongas, aqui vai o vídeo, sátira bem maneira de uma das séries de maior sucesso dos Estados Unidos:



   Ai, acho que me mijei...
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tens Cu?

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16:29
   "Inspire.

   Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa história deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.
   Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

   Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina. Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.
   Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

   Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento. Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.

   Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

   Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

   As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa….

   Enquanto você desce as escadas, então – mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

   Esse é o espírito da escada.

   O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

   Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

   Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

   Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.

   Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

   Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

   Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

   Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

   Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

   Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

   O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

   Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

   O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

   Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais expesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

   O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.

   No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

   Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

   Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

   O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

   Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

   Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

   Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nais quais você não se preocupa que te pegam.

   A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

   Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cú chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.
 
   Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

   Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.

   Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.

   Faço isso de novo, e de novo.

   Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cú sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

   E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

   Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

   As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

   Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

   As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

   Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

   Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cú. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

   Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

   Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.

   Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

   Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

   O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.

   Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

   Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

   Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

   Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

   Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

   Você então vê contra o que eu lutava.

   Se eu largo, sai tudo.

   Se eu nado para a superfície, sai tudo.

   Se eu não nadar, me afogo.

   É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

   O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na árgua turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

   Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

   Algo sobre o qual nem os franceses falam.

  Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…,” os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cú……

   Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

   Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

   Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

   Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cú. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

   Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

   É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

   Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim….

   Precisava disso como precisaria de dentes no cú.

   Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

   Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

   Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”

   Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo….”

   E então a menstruação da minha irmã atrasou.

   Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.

   Nunca.

   Essa é a nossa cenoura invisível.

   Você. Agora você pode respirar.

   Eu ainda não."

Tripas - Chuck Palahniuk



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And I'll Always Be Waiting For You.

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13:55
   Não tenho acompanhado muito o Coldplay atualmente, o som já não me interessa tanto como antigamente. Fui eu quem mudou, ou foram eles? Não sei dizer ao certo, talvez os dois tenhamos modificado um pouco de nossos gostos e estilos. Porém, uma coisa é certa: a magia que as músicas continham, e me refiro aos queridos Parachutes e A Rush Of Blood To The Head (mais ao primeiro do que ao segundo), me levava a lugares em que jamais estive. Lugares em que me sentia especial, em grande parte pela linda voz do Martin e seu violão. Ouvir sua voz me fazia sentir única no mundo. Músicas perfeitas para se ouvir de qualquer jeito, mas em paz. Sozinha. Melodias gostosas de se ouvir deitada, nua na cama em um dia quente, melhores ainda em dias frios, bem quentinha sob as cobertas.
   Esse é o Velho Coldplay, o qual se perdeu há alguns anos. Os álbuns posteriores foram legais, mas a magia esperada nunca mais voltou. Minha mente e meu coração anseiam por sua volta. E sim, eles acreditam numa volta. Afinal, eu sempre esperarei por você.


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