sexta-feira, 9 de novembro de 2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Melhor Creepypasta Até Agora

6
16:33
   Sou uma amante do extraordinário, das coisas impossíveis. E por incrível que pareça, creepypastas me atraem. Geralmente os temas são sobre games, seriados de tv, então é difícil de eu curtir alguma. Mas essa que vou apresentar pra vocês é muito boa. Li no Creepypasta Brasil e me surpreendi! Agora sem mais delongas, com vocês... Psicose:

Domingo

Não tenho certeza do porque estou escrevendo isso em papel e não no meu computador. Eu acho que é só porque eu tenho percebido algumas coisas estranhas. Não que eu não confie em meu computador, é só que... eu só preciso organizar meus pensamentos, preciso juntar os detalhes em algo sólido, que não possa ser deletado ou mudado... não que isso tenha acontecido. É só que... tudo se turva junto em minha cabeça quando não me concentro, e a memória esfumaçada cria uma estranha sensação às coisas.

Começo a me sentir limitado nesse pequeno apartamento. Talvez esse seja o problema. Eu só precisava escolher o apartamento mais barato e encontrei esse no porão. A falta de janelas aqui em baixo faz com que dia e noite mudem sem que eu perceba. Não tenho saído de casa faz dias por estar trabalhando nesse projeto de programação tão intensamente. Suponho que eu só queira terminar logo. Horas e horas sentado e olhando para o monitor pode fazer qualquer um se sentir estranho, eu sei, mas eu acho que não é isso.

Não tenho certeza de quando comecei a achar que havia algo de errado. Não consigo sequer definir o que é, ou talvez eu só não tenha falado com alguém em um bom tempo. Essa foi a primeira coisa que me alertou. Todos com quem eu costumava conversar online parecem muito ociosos de sua vida virtual, ou simplesmente não logavam mais. Minhas mensagens instantâneas não tinham resposta e o último e-mail que eu consegui de alguém era de um amigo dizendo que falaria comigo assim que voltasse da loja, e isso foi ontem. Eu ligaria pra ele do meu celular, mas o sinal aqui em baixo é horrível. Sim, é isso. Só preciso ligar para alguém. Eu vou lá fora.

-

Bem, não deu muito certo também. Ao que o mais fino fio de medo se desfaz, me sinto um pouco ridículo por estar assustado. Olhei no espelho antes de sair, mas não fiz a barba de dois dias que deixei crescer. Só iria sair pra uma rápida ligação. Troquei de camisa, pelo menos, porque era hora do almoço, e imaginei que encontraria alguém que eu conhecesse. Isso também não aconteceu. Queria que houvesse.

Quando saí, abri a porta de metal que dá para meu apartamento lentamente. Uma pequena sensação de apreensão tinha de algum jeito entrado em mim, por alguma razão indefinida. Eu considerei-a devido ao fato de não ter tido uma conversa com ninguém além de mim mesmo a um ou dois dias. Olhei pelo corredor cinza e sujo, ainda mais sujo por ser um corredor de porão. Em uma das extremidades, havia uma porta de metal que levava até a fornalha do prédio. Estava trancada, naturalmente. Duas séquidas máquinas de refrigerante estavam ao lado. No dia em que vim morar aqui, comprei uma soda de uma delas, mas senhoria era preguiçosa demais para mandar recarregá-las e eu só consegui perder uma moeda. Sequer sei se alguém sabe da existência dessas máquinas aqui em baixo.

Fechei minha porta suavemente e fui para o lado oposto, tomando cuidado para não fazer barulho algum. Não sei porque decidi fazer isso, mas era divertido me deixar levar pelo impulso de não quebrar o ritmo do zumbido das máquinas de refrigerante, pelo menos naquele momento. Cheguei até a escadaria e subi até a porta de frente do prédio. Eu olhei através da pequena janela da pesada porta, e fiquei chocado ao perceber que não era hora do almoço. Aquele brilho de cidade flutuava pela rua escurecida lá fora, e as luzes do tráfego na curva lá longe brilhavam amarelas e vermelhas. Nuvens sujas, roxas e pretas do brilho da cidade se penduravam acima. Nada se mexia, salvo algumas árvores na calçada que se sacudiam com o vento. Eu ouvia-o vagamente pela espessa porta de aço, e sabia que era aquele tipo único de vento noturno, aquele tipo constante, frio, quieto, fora do ritmo constante que ele fazia ao passar pelas incontáveis folhas das árvores.

Decidi não sair.

Em vez disso, peguei meu celular e chequei o sinal. As barras estavam todas cheias, e eu sorri. Hora de ouvir a voz de alguém, lembro-me de ter pensado aliviado. Era algo tão estranho, sentir medo de nada. Balancei minha cabeça, rindo para mim mesmo silenciosamente. Segurei a tecla de atalho para ligar para minha melhor amiga Amy, e mantive o celular contra meu ouvido. Chamou uma vez... então parou. Nada aconteceu. Ouvi silêncio por uns bons vinte segundos, até que a chamada foi encerrada. Franzi o cenho e olhei para a barra de sinal de novo e... ainda estava cheia. Ia ligar de novo quando o celular tocou na minha mão, me assustando. Levei-o ao ouvido.

"Alô," disse claramente uma voz masculina, obviamente jovem, como eu. "Quem é?"

"John," Eu respondi, confuso.

"Oh, me desculpe, número errado,", ele respondeu, e desligou.

Abaixei o telefone e lentamente me encostei na dura parede de tijolos da escadaria. Aquilo tinha sido estranho. Eu olhei nas chamadas recebidas e percebi que era um número desconhecido. Antes que pudesse pensar melhor nisso, o celular tocou de novo, me dando um baita susto outra vez. Dessa vez, olhei o número antes de atender e era outro número desconhecido. Dessa vez, segurei o celular no meu ouvido e não falei nada. Ouvi tão somente o barulho de fundo comum que os celulares fazem. Então, uma voz familiar quebrou minha tensão.

"John?" foi a única palavra, na voz de Amy.

Suspirei em alívio.

"Ei, é você," respondi.

"Quem mais seria?" ela respondeu. "Ah, o número. Estou em uma festa na Sétima Rua, e meu celular morreu quando você me ligou. Esse é o celular de outra pessoa, obviamente."

"Ah, ok," eu disse.

"Onde você está?" ela perguntou.

Meus olhos passaram por cima dos monótonos blocos cilíndricos e brancos e da porta de metal com sua pequena janela.

"No meu prédio," suspirei. "Só me sentindo meio engaiolado. Nem sabia que era tão tarde."

"Você deveria vir aqui," disse ela, rindo.

"Não... não me sinto disposto a procurar sozinho por um lugar desconhecido no meio da noite," Eu disse, olhando pela janela para a silenciosa rua que secretamente me assustou só um pouquinho. "Acho que só vou continuar trabalhando ou vou pra cama."

"Inaceitável!" ela replicou. "Eu posso ir te buscar! Você mora perto da Sétima Rua, certo?"

"Você tá tão bêbada assim?" disse eu despreocupado. "Você sabe onde eu moro."

"Ah, é claro," ela disse abruptamente. "Acho que posso chegar ai andando né?"

"Claro que pode se quiser gastar uma meia hora," disse a ela.

"Beleza," ela disse. "Ok, tenho que ir, boa sorte com seu trabalho!"

Abaixei o celular outra vez, olhando o monitor clarear conforme a chamada era encerrada. Então o silêncio inquestionável voltou aos meus ouvidos. Os dois números desconhecidos e a exótica rua lá fora deram vazão à minha solidão nessa vazia escadaria. Talvez por ter visto muitos filmes de terror, de repente tive a inexplicável ideia de que algo poderia olhar pela janela e me ver, algum tipo de entidade terrível que flutuava na extremidade da solidão, só esperando o momento de assustar inesperadamente pessoas que se mantivessem muito tempo fora de contato com outros humanos. Eu sabia que o medo era irracional, mas ninguém mais estava por ali, então... corri escadas a baixo e corredor a dentro até fechar a porta do meu porão atrás de mim, tudo no mais suave silêncio que pude manter. Como eu disse, me sinto ridículo por estar assustado com nada, e o medo já se foi. Escrever isso aqui ajuda bastante, faz com que eu perceba que nada está errado. Filtra pensamentos meio-formados e medos e deixa somente frios e realísticos fatos. É tarde, recebi uma ligação de um número desconhecido, o celular da Amy morreu então ela me ligou de outro número. Nada de estranho está acontecendo.

Ainda, há algo de errado com aquela conversa. Sei que pode só ter sido o álcool que ela ingeriu mas, ou será que ela só pareceu estranha para mim? Ou será... sim, é, é isso! Eu não tinha percebido isso até escrever aqui, escrever realmente está ajudando. Sabia que escrever ajudaria. Ela disse que estava em uma festa, mas eu não pude ouvir nenhum barulho de fundo! Claro, isso não quer dizer nada em particular. Ela podia ter ido para fora para falar comigo. Não... também não podia ter sido isso... eu teria escutado o vento soprar. Preciso ver se o vento ainda sopra lá fora!

Segunda-Feira

Esqueci de terminar de escrever ontem a noite. Não tenho certeza do que esperava ver quando corri até lá em cima da escadaria e olhei pela janela da porta de aço. Me sinto ridículo. O medo da noite passada me parece nebuloso e sem sentido para mim agora. Mal posso esperar para sair ao sol de novo. Vou checar meu e-mail, me barbear, tomar um banho, e finalmente sair! Espera... Acho que ouvi algo.

-

Foi um raio. Toda aquela coisa de luz do sol e vento fresco não aconteceu. Subi a escadaria e só encontrei desapontamento. A pequena janela da porta de aço só mostrou água corrente, ao que a chuva torrencial batia contra ela. Apenas uma luz muito fraca e suja era filtrada através da chuva, mas ao menos eu sabia que era dia, mesmo que cinza, doentio e encharcado. Tentei olhar pela janela esperando um raio para poder ver a rua, mas a chuva estava tão pesada que eu não conseguia ver nada além de vagas formas se movendo em ângulos estranhos nas ondas que lavavam a janela. Desapontado, me voltei para as escadas, mas não queria voltar para meu quarto. Ao invés disso, subi as escadarias passando o primeiro e o segundo andar. As escadas acabavam no terceiro andar, o mais alto do prédio. Olhei através do vidro que estava em uma das paredes mas não era uma janela, era aquele tipo de vidro grosso, fosco, que só permite que a luz passe, não se conseguia ver nada além de cores. Nesse caso, cinza.

Abri a porta da escadaria e entrei no corredor do terceiro andar. As mais ou menos dez portas de madeira dura, pintadas algum dia do passado de azul, estavam todas fechadas. Escutei, conforme andava, mas estava no meio do dia, então não me surpreendi em não ouvir nada além da chuva lá fora. Ao que me postei lá parado no corredor sujo, ouvindo a chuva, tive a estranha sensação de que as portas estavam ali como silenciosos monólitos de granito erguidos por alguma antiga e esquecida civilização por algum insondável motivo de proteção. Um relâmpago clareou os céus, e, por um momento, pude jurar que a velha e apodrecida madeira pareceu muito pedra rude. Ri de minhas suposições e de ter deixado minha imaginação tirar o melhor de mim, mas então me ocorreu que o brilho sujo e os trovões deveriam significar que havia uma janela em algum lugar no corredor. Uma vaga memória emergiu, e eu de repente me lembrei que o terceiro andar tinha uma alcova e que havia uma janela embutida na metade do corredor do andar.

Animado em olhar para a chuva e possivelmente ver outro ser humano, rapidamente andei até a alcova, achando uma enorme janela de vidro. A chuva lavava ela, assim como a janela da porta da frente, mas eu poderia abrir essa. Coloquei minha mão do lado e deslizei ela para que abrisse, mas hesitei. Tive a péssima sensação de que se abrisse aquela janela, veria algo horrível do outro lado, e que me arrependeria profundamente. Tudo tem estado tão estranho ultimamente... então criei um plano, e voltei com o que eu precisava. Eu realmente não acho que vá resultar em algo, mas eu estou entediado, está chovendo e eu não vou surtar até enlouquecer quieto. Voltei pra pegar minha webcam. O fio não é tão grande assim a ponto de chegar para chegar ao terceiro andar,obviamente, mas ainda assim consegui colocar ela entre as duas máquinas de refrigerante do meu andar, coloquei o fio pela parede e passei fita preta por cima para camuflar. Sei que isso é estúpido, mas eu não tenho nada mais para fazer.

Bem, nada aconteceu. Me apoiei na porta da escadaria, mantive-me quieto, empurrei a pesada porta de metal e corri como nunca de volta ao meu quarto e tranquei a porta. Olhei a câmera em meu computador intensamente, vendo o corredor lá fora e boa parte da escadaria. Estou olhando agora mesmo. E não vejo nada interessante. Só gostaria que a posição da câmera fosse diferente, para poder ver a porta da frente. Ei! Alguém online!

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Consegui uma webcam mais velha e que não funciona muito bem, para falar com meu amigo online. Eu realmente não pude explicar a ele porque eu queria conversar com vídeo, mas eu me senti muito bem em ver o rosto de outra pessoa. Ele não pode falar por muito tempo, e também não falou nada com muito sentido, mas eu me senti muito melhor. Meu medo estranho quase passou. Eu me sentiria completamente melhor, mas havia algo de errado sobre essa conversa também. Eu sei que eu já disse que quase tudo pareceu bem estranho, mas, ele me pareceu muito vago nas respostas. Eu não consigo me lembrar uma coisa específica que ele disse... nem um nome, nem um lugar, ou evento... mas ele me pediu meu e-mail para manter contato. Espera, chegou um email.

-

Vou sair agora, acabei de receber um email da Amy me chamando para comer no mesmo lugar de sempre. Eu amo pizza, e estou comendo comida aleatória da geladeira a dias, então mal posso esperar. De novo, me sinto ridículo por esses dias estranhos que tenho tido. Vou destruir esse diário assim que eu voltar. Ah, outro e-mail.

-

Ah meu Deus, eu quase deixei o e-mail e abri a porta, eu quase abri a porta. Eu quase abri a porta, mas eu li o e-mail primeiro! Era de um amigo de que não ouvia falar a muito tempo, e tinha sido mandado a um enorme número de pessoas, que devem corresponder a todas as pessoas que ele tem salvo no e-mail dele. Não tinha assunto, e dizia, simplesmente:

"visto com os seus próprios olhos não confie neles eles"

Mas que diabos aquilo queria dizer? As palavras me assustaram, e eu me mantive lendo e relendo elas. É um e-mail desesperado enviado justamente quando... algo aconteceu? As palavras obviamente foram cortadas sem serem concluídas! Outro dia qualquer eu teria apagado considerando spam de vírus de computador ou algo assim mas, mas, as palavras... visto com seus próprios olhos! Não consigo para de ler e reler esse diário e olhar os últimos dias e perceber que eu não vejo outra pessoa com meus próprios olhos ou que tenha falado com outra pessoa cara a cara. A conversa na webcam com meu amigo foi tão estranha, tão vaga, tão... esquisita, agora que eu paro pra pensar nela. Foi esquisita? Ou é só o medo nublando minha memória? Minha mente brinca com a progressão dos eventos que tenho escrito aqui, apontando que eu não tenha vivido um fato sequer que não possa ser classificado como suspeito. O número errado que perguntou meu nome e a estranha ligação subsequente da Amy, o amigo que pediu meu email... Eu o chamei quando vi ele online! E então recebi um email em poucos minutos após a conversa! Meu deus! Aquela ligação com a Amy! Eu disse no telefone, eu disse que ela levaria meia hora para chegar aqui andando da Sétima Rua! Eles sabem que eu estou por perto! E se estiverem tentando me achar? Onde está todo mundo? Porque não vi nem ouvi ninguém mais nesses dias?

Não, não, isso é loucura. Isso é com certeza loucura. Preciso me acalmar. Essa loucura precisa terminar.

-

Não sei o que pensar. Corri pelo meu apartamento furioso, segurando meu celular para cima em cada canto, procurando sinal através das pesadas paredes. Finalmente, no pequeno banheiro, perto de um dos cantos do teto, tenho uma única barra. Segurando meu celular ali, mandei uma mensagem a todos os números na minha lista. Não esperando atrair nada além dos meus medos infundados, eu simplesmente mandei:

Você tem visto outro alguém cara a cara ultimamente?

Nesse ponto, eu simplesmente queria uma resposta. Não me importava o que quer que fosse a resposta, ou se eu me envergonhasse. Eu tentei ligar para alguém algumas vezes, mas eu não conseguia levantar minha cabeça tão alto até o ponto de sinal. E se eu abaixasse meu celular um centímetro sequer o sinal acabava. Então me lembrei do computador. E me joguei nele, instantaneamente mandando mensagens para todos online. A maioria estavam inativos ou ausentes. Ninguém respondia. Minhas mensagens ficavam mais e mais frenéticas, e eu comecei a dizer as pessoas onde eu estava e pedir que elas viessem pessoalmente para uma conversa sem razões transitáveis. Não me importava com mais nada naquele momento, só precisava ver outra pessoa!

Eu também arrebentei meu apartamento procurando por algo que eu poderia ter me esquecido; algum meio de contatar outro ser humano sem abrir a porta. Sei que é louco, sei que é sem fundamento,mas e se? E SE? Só preciso ter certeza! Colei o celular no teto com fita, só por garantia.

Terça-Feira

O celular tocou! Exausto da minha noite de fúria, devo ter pego no sono. Acordei com o celular tocando, e corri para o banheiro, subi no vaso e abri o telefone fitado no teto. Era Amy, e eu me senti tão melhor. Ela realmente estava preocupada comigo, e aparentemente ela esteve tentando me contratar desde a última vez que nos falamos. Ela está vindo aqui, e, sim, ela sabe onde eu moro sem ter que me perguntar. Me sinto tão envergonhado... Definitivamente vou jogar esse diário fora antes que qualquer um veja ele. Eu sequer contei a alguém que estou escrevendo ele. Talvez só por ser a única comunicação que tenho tido desde... Deus sabe quando. Eu estou horrível, também. Me olhei no espelho antes de voltar aqui. Meus olhos estão fundos, minha barba está mais espessa, e eu simplesmente não pareço saudável.

Meu apartamento está um lixo, mas eu não vou limpá-lo. Preciso que mais alguém veja pelo o que eu tenho passado. Esses últimos dias NÃO tem sido normais. Eu não sou do tipo que imagino coisas. Eu sei que eu estou sendo vítima de extremas possibilidades. Provavelmente perdi a chance de ver outra pessoa uma dúzia de vezes. Só aconteceu deu sair no meio da noite e no meio do dia, quando todos tinham saído. Tudo está perfeitamente bem. Além do mais, encontrei algo no closet ontem a noite que tem me ajudado tremendamente: Uma televisão! Eu ajeitei ela antes de escrever isso, e ela está nos fundos. Televisões sempre foram uma escapatória para mim, e me lembram que ainda existe um mundo atrás dessas sujas paredes de tijolos.

Estou aliviado que Amy é a única que me respondeu depois da tentativa frenética de contratar todo mundo ontem a noite. Ela a anos é minha melhor amiga. Ela não sabe, mas, eu posso lembrar do dia em que nos conhecemos como um dos raros e únicos momentos de alegria verdadeira da minha vida. Eu me lembro do dia quente de sol. Parece uma outra realidade comparada a esse lugar escuro, sujo, sozinho e chuvoso. Sinto como se tivesse passado dias sentado naquele parquinho, velho demais pra brincar, só falando com ela e andando fazendo nada mesmo. Eu ainda sinto como se pudesse voltar até aquele momento as vezes, e isso me lembra que esse lugar maldito não é tudo que existe... finalmente, uma batida na porta!

-


Achei estranho não conseguir ver ela pela câmera que eu escondi entre as máquinas de refrigerante. Eu percebi que ela estava mal posicionada, como quando eu não podia ver a porta da frente. Eu deveria saber. Eu deveria saber! Depois da batida, eu gritei através da porta brincando que eu tinha escondido uma câmera entre as máquinas de refrigerante, porque estava envergonhado comigo mesmo de ter levado minha paranoia tão longe assim. Depois que fiz isso, eu vi a imagem dela andar pela câmera e olhar para ela. Ela sorriu e acenou.

"Ei!" ela disse para a câmera brilhantemente, dando uma olhada torta.

"É estranho, eu sei," eu disse no microfone acoplado no meu computador. "Eu tive uns dias bem estranhos."

"Deve ter tido," ela replicou. "Abre a porta, John."

"Ei, espera um minuto," eu disse a ela no microfone. "Me diga algo sobre nós, só pra provar que você é você mesmo."

Ela olhou estranho para a câmera.

"Ah, tudo bem," ela disse devagar, pensando. "Nós nos conhecemos aleatoriamente quando éramos grandes demais para estarmos no parquinho, certo?"

Suspirei fundo conforme a realidade voltava e o medo sumia. Deus, eu tenho sido ridículo. É claro que é a Amy! Aquele dia não estava em nem um outro lugar a não ser na minha memória. Eu nunca mencionei a ninguém, não por vergonha, mas pela sensação estranha da nostalgia secreta e a esperança que esses dias voltassem. Se houvesse alguma força desconhecida tentando me enganar, como eu temia, não havia como ela saber sobre aquele dia.

"Haha, tudo bem, vou te explicar tudo," Eu disse a ela. "Espere ai."

Corri ao meu pequeno banheiro e concertei meu cabelo da melhor maneira que pude. Estava horrível, mas ela entenderia. Me esgueirando pela bagunça que eu mesmo inacreditavelmente fiz nesse lugar, andei até a porta. Coloquei minha mão na maçaneta e dei uma última olhada para a bagunça. Tão ridículo, eu pensei. Meus olhos passaram pela comida deixada pela metade no chão, a lata de lixo transbordando, e a cama que estava fora do lugar, que eu movi procurando por algo... Deus sabe o que. Eu quase me virei para a porta a abri ela, mas meus olhos caíram em uma última coisa: a velha webcam, a que eu usei para aquela esquisita e vaga conversa com meu amigo.

Sua silenciosa esfera negra perigosamente se moveu para o lado, e sua lente apontou para a mesa onde esse diário se encontrava. Um terror sem tamanho tomou conta de mim quando percebi que algo poderia estar olhando através daquela câmera, e poderia ver o que eu escrevi sobre esses dias. Eu perguntei a ela sobre uma coisa sobre nós, e ela escolheu a única coisa no mundo todo que eu pensei que ele ou eles não saberiam... mas SABIAM! ELES SABIAM! PODIA ESTAR ME VIGIANDO O TEMPO TODO!

Não abri a porta. Gritei. Gritei no medo descontrolado. Derrubei a velha webcam no chão.A porta sacudiu, e a maçaneta girou. Mas eu não ouvia a voz de Amy do outro lado da porta. Era a porta do porão, feita para conter pancadas, muito resistente? Ou não era Amy do outro lado? O que poderia estar tentando entrar, se não fosse ela? Quem diabos estava lá fora? Eu vi em meu computador a imagem da webcam lá fora, e ouvir ela nos alto-falantes através do microfone lá de fora, mas era real? Como posso saber? Ela se foi agora - eu gritei e gritei por ajuda! Empilhei tudo do apartamento bloqueando a porta da frente.
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Sexta-feira

Ao menos eu acho que é Sexta. Eu quebrei tudo de eletrônico. Quebrei meu computador, fiz em pedacinhos. Cada coisa que poderia ser acessada por rede, ou pior, alterada, eu sou um programador, eu sei. Todo pedacinho de informação que eu dei desde que isso começou, meu nome, meu email, minha localização - nenhum desses teria saído se eu não tivesse dado eles. Tenho lido e relido tudo que escrevi. Tenho variado de frente para trás, alternando entre terror destrutivo e descrença onipotente. As vezes acredito absolutamente que alguma entidade fantasmagórica está totalmente dedicada a me fazer sair. Desde o início, com a ligação da Amy, ela tem efetivamente me chamado para abrir a porta e sair.

Continuo correndo por isso na minha cabeça. Um ponto de vista diz que eu tenho agido como um louco, e que tudo isso tem sido uma extrema convergência de probabilidades - nunca sair nas horas certas por pura sorte, nunca ver outra pessoa por pura chance, recebendo emails aleatórios e sem sentido de algum vírus na hora certa. E o outro ponto de vista diz que essa extrema convergência de probabilidades é a razão pela qual alguém ou alguma coisa lá fora não tenha me pego ainda. Sigo pensando: Nunca abri a janela no terceiro andar. Eu nunca abri a porta da frente. Até aquela incrivelmente estúpida manobra com a câmera escondida na qual eu corri direto para meu quarto me tranquei. Eu não tenho aberto-a desde que abri a porta de aço da frente e corri para cá. Seja lá o que for que esteja lá fora - se há algo lá fora - nunca fez uma aparição no prédio antes deu abrir a porta da frente. Talvez a razão para não estar no prédio é que ela estava lá fora pegando todo o resto das pessoas... E então esteve esperando, até eu trair minha existência ligando para Amy... uma ligação que não funcionou, até que me ligou e perguntou meu nome...

O terror literalmente tem tomado minha mente toda a vez que eu tento juntar os cacos desse pesadelo. O e-mail -curto, cortado - era de alguém tentando colocar algo para fora? Alguma voz amigável desesperadamente tentando avisar antes que ele viesse? Visto com seus próprios olhos, não acredite neles eles - exatamente o que eu tenho suspeitado. Pode ser um controle mestre sobre tudo que é eletrônico, praticando sua insinuosa enganação para me induzir a sair. Porque não pode entrar? Bateu na porta - deve ter alguma presença sólida... a porta... a imagem das portas no corredor lá em cima como monólitos guardiões volta a minha mente toda vez que tento traçar esse rastro de pensamentos. Se houvesse uma entidade fantasmagórica tentando fazer com que eu saísse, talvez não consiga atravessar portas. Sigo pensando em todos os filmes que eu vi e livros que eu li, tentando gerar alguma explicação para isso. Portas sempre foram um intenso material para a imaginação humana, sempre vistas como passagens ou portais de importância especial. Ou talvez a porta é simplesmente muito resistente? Eu sei que eu poderia arrombar qualquer uma das portas desse prédio, excetuando as pesadas do porão. Fora isso, a verdadeira pergunta é, quem é que pode me querer? Se quisesse só me matar, poderia fazer isso de muitas maneiras, incluindo me manter aqui até que eu morresse de fome. E se não quiser me matar? E se quiser fazer algo muito pior a mim? Deus, porque eu não posso fugir desse pesadelo?!

Uma batida na porta...

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Eu falei para as pessoas do outro lado da porta que eu preciso de um minuto pra pensar e sair. Eu realmente só estou escrevendo isso aqui para poder pensar no que fazer. Ao menos dessa vez eu ouvi suas vozes. Minha paranoia - e sim, eu reconheço que tenho sido paranoico - tem feito eu pensar de todos os modos possíveis que suas vozes são falsas, feitas eletronicamente. Podiam haver nada além de alto-falantes lá fora, simulando vozes humanas. Realmente levou três dias até eles virem falar comigo? Amy está lá fora com dois policiais e um psicanalista? Talvez tenha levado três dias para pensarem no que falar para mim - o psicanalista pode ser bem convincente, se eu decidisse pensar que isso tudo foi só um louco mal entendido, e não uma entidade fantasmagórica tentando me fazer abrir a porta.

O psicanalista tem uma voz mais velha, autoritária mais ainda assim preocupada. Eu gostei dela. Estou desesperado para ver alguém com meus próprios olhos. Ele disse algo sobre cyber-psicose, e eu sou só mais um de uma epidemia nacional de milhares de pessoas tendo ataques de pânico engatilhados por alguma mensagem sugestiva, um email que receberam de algum jeito. Eu juro que ele disse: "recebeu de algum jeito". Eu acho que ele quer dizer espalhado pelo país inexplicavelmente, mas eu estou suspeitando fortemente que a entidade revelou algo, disse que eu sou parte de uma onda de comportamento, que um bom número de pessoas estão tendo o mesmo problema com os mesmos medos, mesmo que nunca tenhamos nos comunicado.

Isso claramente explica o estranho email sobre olhos que eu recebi. Eu não peguei o e-mail gatilho original. Eu peguei um descendentes dele - meu amigo pode ter caído também, e tentou avisar a todos sobre o que ele sabia sobre seus medos paranoicos. Foi assim que o problema se espalhou, o psicanalista afirma. Eu posso ter espalhado também, com minhas mensagens. Uma dessas pessoas pode estar derretendo agora mesmo, após ser engatilhada pro algo que eu lhes enviei, que eles podem interpretar da maneira que quiserem, como quiserem, algo como "você tem visto alguém cara a cara ultimamente?" O psicanalista me disse que ele não queria "perder outro", e que pessoas como eu eram inteligentes, e isso é o que nos matava.Nós criávamos conexões tão bem que o fazíamos até onde elas não deveriam existir. Ele disse que é fácil cair em paranoia no nosso mundo acelerado, um lugar de constante mudança onde mais e mais nossa interação é simulada...

Tenho que dar algum crédito a ele. É uma bela explicação. Claramente explica tudo. Explica perfeitamente tudo, de fato. Tenho todas as razões para me esquecer desse medo de pesadelo sobre algo ou alguma consciência que vem tentado fazer com que eu abra a porta para que possa me capturar para algo horrível e ainda pior que a morte. Eu seria muito estúpido em me manter aqui até morrer de fome, depois dessa explicação, para despistar a entidade que pegou todos os outros. Seria estupidez acreditar nisso, após essa explicação, que eu seria um dos últimos ainda vivos num mundo vazio, me escondendo no vazio do meu quarto de porão, despistando alguma impensável entidade enganadora só por me negar a ser capturado. É uma explicação perfeita para toda e qualquer coisa estranha que eu tenha visto ou escutado, e eu tenho todos os motivos do mundo para deixar meus medos se esvaírem e abrir a porta.

É exatamente isso que eu não vou fazer.

Como posso ter certeza? Como posso saber o que é real e o que é enganação? Todas essas malditas coisas com seus fios e sinais que vem de fonte desconhecida! Não são reais, não posso ter certeza! Sinais através da câmera, vídeo falso, chamadas enganadoras no telefone, emails enganadores! Até a televisão, quebrada no chão - Como posso saber que ela é real? São só sinais, ondas, luzes...a porta! Estão arrombando a porta! Está tentando entrar! Que tipo insano de mecanismo eles poderiam estar usando para simular o som de homens atacando uma porta dura de madeira tão bem? Ao menos, eu finalmente vi com meus próprios olhos... não há nada mais com que eles possam me enganar, destruí todo o resto! Não podem enganar meus olhos, ou podem? Visto com seus próprios olhos não acredite neles eles... espera... aquela mensagem desesperada mandava eu confiar em meus olhos, ou me avisava para me preocupar com meus olhos também? Ah meu Deus, qual a diferença entre a câmera e meus olhos? Ambos geram luz com sinais de eletricidade - são a mesma coisa! Não posso ser enganado! Tenho que ter certeza! Tenho que ter certeza!

Data desconhecida

Calmamente pedi por papel e caneta, dia após dia, até que finalmente me deram. Não que isso importe. O que vou fazer? Arrancar meus olhos fora? As amarras se parecem parte de mim agora; A dor se foi. Percebi que essa é uma das minhas últimas chances de escrever legivelmente, uma vez que, sem minha visão para corrigir erros, minhas mãos vão lentamente escrever os movimentos envolvidos na escrita. É um tipo de autoindulgência, essa escrita... é um relíquia de outro tempo, pois certamente todos lá fora estão mortos... ou algo bem pior.

Sento contra a parede acolchoada dia após dia. A entidade me trás comida e água. Se mascara como enfermeiras bondosas, como um doutor sem carisma. Acho que sabe que minha audição melhorou bastante, agora que vivo na escuridão. Finge conversas nos corredores, com a chance de que eu escute. Uma das enfermeiras fala sobre engravidar logo. Um dos médicos perdeu sua esposa em um acidente de carro. Nada disso importa. Nada disso é real. Nada me convence. Exceto ela.

Essa é a pior parte, a parte que eu mal posso aguentar. A coisa vem até mim, mascarada como Amy. A recriação é perfeita. Soa perfeitamente como Amy, tem o mesmo cheiro que Amy, e até produz uma considerável reprodução do som único do seu sorriso com risadinha entre as lágrimas nas bochechas cheias de vida. Quando primeiro veio a mim, me disse tudo que eu queria ouvir. Disse que me amava, que sempre me amou, que ia entender o porque eu fiz tudo isso, que ainda poderíamos ter uma vida juntos, se eu simplesmente parasse de insistir que havia algo me enganando. Ela gostaria que eu acreditasse... não, ela precisava que acreditasse que ela era real.

Quase caí nessa. Realmente, quase caí. Duvidei de mim mesmo por um bom tempo. No fim, de qualquer jeito, era tudo muito perfeito, tudo muito impecável, muito real. A Amy falsa vinha todo dia, então toda semana, até parar de vir finalmente... mas não acho que a entidade vá desistir. Acho que ela só está esperando com mais truques na manga. Vou resistir até o fim da minha vida, se preciso. Não sei o que aconteceu com o resto do mundo, mas eu sei que essa coisa precisa que eu caia em suas enganações. Precisa disso, então talvez, só talvez, eu seja um empecilho em sua empreitada. Talvez Amy ainda esteja viva por ai em algum lugar, viva ainda só por minha determinação em resistir ao enganador. Me mantenho preso a essa esperança, me balançando para frente e para trás na minha cela para passar o tempo. Nunca vou desistir. Nunca vou me quebrar. Eu... eu sou um herói!

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O doutor leu o papel no qual o paciente havia rabiscado. Era quase ilegível, escrito em uma escrita torta a desigual de alguém que não podia enxergar. Ele gostaria de sorrir para o homem, um lembrete da vontade humana de sobreviver, mas ele sabia que o paciente estava completamente desiludido.

Além do mais, um homem são teria caído a enganação a muito tempo atrás.

O doutor gostaria de sorrir. Gostaria de sussurrar palavras de encorajamento ao homem desiludido. Ele gostaria de gritar, mas os filamentos de nervo enrolados em sua cabeça e em seus olhos fizeram ele fazer o oposto. Seu corpo andou até a cela como um boneco, e ele disse ao paciente, outra vez, que ele estava errado, e que não havia ninguém tentando enganá-lo.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Yu Yu Hakusho: Melhor Anime do Mundo!

0
18:57
   A começar pelas trilhas sonoras em português e as originais. Não conheci o outro mundo por querer!!

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Avengers - A Friends Parody

1
11:29
   O vídeo não ficou dos melhores, mas até que ficou bem engraçadinho.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Coletânea Mad Mario Legendado

3
15:00
   Olha eu aqui de novo gente! O bom de se ter um blog pessoal, sem ter público pra agradar é isso. Não ter dias certos para postar, nem conteúdo definido. É bem na de "o que me der na telha", hehe.
   Mas voltando ao que interessa, venho apresentar a vocês um lado que muitos jamais poderiam imaginar do nosso amigo encanador. Claro que me refiro ao Ricardão... ops, esse é outro encanador It's me, Marioooo!
   Por enquanto são apenas quatro episódios, com estilo semelhante ao do Dorkly Bits (falando em Dorkly, se você não tem contato com games e quadrinhos é provável que ache nem metade engraçado), as legendas em português foram adaptadas da melhor forma possível, e bom, o que mais dizer? Assista e veja a cara do bigodudo deixar de sorrir bobamente:








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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mensagem Subliminar - Ilusão de Ótica

0
11:06
   Mais um motivo pra achar que o Gessinger é genial.


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ferris Bueller's Day Off 2?

3
14:39

   Não! Apenas uma propaganda genial da Honda estrelando o Matthew Broderick e inspirada no filme que provavelmente foi o único que valeu de fato a pena fazer na sua carreira de ator. Vai dizer que não ficou tri bacanuda?





Kuakuakuakuakua


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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil - Um Programa Imbecil

1
18:05
  
   Excelente cordel, tirei o chapéu para o escritor.

BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
            
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
            
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
            
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
            
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
            
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
            
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
            
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
            
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
            
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
            
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
            
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
            
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
            
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
            
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
            
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
            
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
            
  Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
            
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
            
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
            
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
            
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
            
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
            
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
            
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
            
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
            
FIM


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Recado Para As Invejosas

0
13:36

   Pô gente. E ninguém visTualiza os vídeos dela...
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chapolin Taradão

0
17:32
   Vai dizer? Kuakuakuakuakua


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Que Tal Ir Pra Disneylandia?

0
17:01
   Qualé, povo fedorento! Haha, não me levem à mal, é que com esse calorão não há banho que aguente. Depois de uma semana eletrizante (tomei vários choques na cabeça por causa das minhas loucuras), venho hoje dar o ar da graça por aqui. Só espero que ela não se chateie comigo, acabei esquecendo de pedir emprestado.
   Hoje tava querendo muito ver Chapolin, principalmente o episódio do Racha Cuca. Só pela parte de ir pra Disneylandia com o Polegar Vermelho, meu sonho, e na hora em que o quadro é baleado, haha. Porém, vou postar algo que nada tem a ver com esse episódio, só quis mencioná-lo porque sempre me fez rir muito.
   Achei um vídeo em que o autor selecionou, em ordem de importância, as 20 melhores falas do Chaves. Não é que ficou engraçado? Tirando os ocasionais erros de portuga (como "cassoa"), curti bastante. Não concordo com as posições, por mim a 13ª teria ganho o primeiro lugar, que por sinal foi um dos mais sem graça de todos.
   Agora, sem mais delongas, eis a vídeo-lista:
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Bad Barney

0
18:02
   Sempre desconfiei do dinossauro roxo e barrigudo, haha.

  
   
       A Senhora Thompson beijou seus dois filhos, Jenny e Robby, e os colocou em frente à televisão. Seus olhos ficaram maravilhados com a imagem do querido amigo dos últimos meses. Senhora Thompson sorriu ao ver as carinhas cativantes das ciranças e foi à cozinha fazer o jantar. Antes de preparar os vegetais, ela espiou a sala e olhou o aquele dinossauro grande e roxo rolar pela tela.

   "Estúpido réptil gordo", ela murmurava e voltou para o jantar.

   Se Jenny e Robby ficaram chateados com seu comentário, não demonstraram nenhuma reação.
Em vez disso, escutaram e assistiram com atenção Barney, o Dinossauro, que estava sendo transmitido ao vivo para toda a nação. O local da gravação estava repleta de milhares de crianças com os olhos arregalados e atenciosos, a câmera deu um "close" no dinossauro roxo. O dinossauro verde, conhecido como Baby Bop, roubou um beijinho de uma criança da platéia. Finalmente, depois de uma dança e música sobre "dividir", Barney subiu e falou com a mesma voz melosa de sempre:
   "Olá, todos os meus amigos! Estou tão feliz que você pôde estar aqui assistindo meu show. Eu já dise que te amo muito?"
   As crianças ao redor do mundo responderam simultaneamente, "Eu também te amo Barney!"
   O dinossauro que ria, por um momento pareceu ficar envergonhado. "O amor é uma coisa tão maravilhosa. Especialmente o amor que eu e você dividimos. Eu quero saber o quanto especial você me considera como amigo. Aliás, você é meu amigo?"
   As repostas foram altas e trovejantes, aumentando pelo local da gravação e se espalhando por toda a nação.
   "SSIIIIIIIMMMMM!!!!!!"
   "Então, isso é maravilhoso!! Mas querem saber de uma coisa crianças? Eu tenho uma coisa muito MUITO triste para dizer a vocês". Ele suspirou e deixou seus imensos olhos mortos rolarem pelo chão. Com um tom fúnebre e sério, disse: "Nem todos são amigos de Barney... algumas pessoas nem mesmo querem que eu seja seu amigo"
   Choros e protesto começaram a vir, a bagunça era iminente.
A besta Roxa aquietou a fúria levantando a mão, e continuou:
   "Há pessoas que não querem que eu ame você, e lhe tiram de perto de mim. Estas pessoas são muito más e querem machucar seu querido amigo Barney. Algumas pessoas podem ser muito próximas a você. Sabe por quê?"
   A audiência estava quieta, silenciosa e ansiosa aguardando a resposta. Um silêncio profano caiu sobre a multidão. Até mesmo alguns adultos começaram a se sentir isolados, melancólicos... indesejados.
   "Nenhum deles, nenhum MESMO, ama vocês mais do que eu amo. Eu sou seu único amigo no mundo. Eu realmente amo você, amo de verdade! Mas essas pessoas más não! Algumas podem ser seus vizinhos. Algumas podem ser seus professores. Algumas podem ser..."
   "Quem Barney, quem?!?!", as crianças ficaram chocadas.
   "... Algumas podem ser seus pais!"
   Imediatamente as crianças começaram a gritar e a chorar, os dentes rangiam em fúria. Os seguranças que tentaram conter as crianças atrás das linhas, lutaram sem sucesso, e o mar de crianças de olhos esbugalhados investiu-se contra eles. Alguns guardas saíram correndo pela rua. Outros tentaram empurrar os mais jovens para trás, mas estes eram pisoteados e massacrados por membros raivosos.
Os choros eram horríveis.
   Um dos guardas, que estava ao mesmo tempo sendo esmagado e desmembrado pela horda de "mindless", trancou o set de filmagem. O dinossauro roxo e o verde estavaa rindo e dançando diabolicamente acima da plataforma que agora estava suja com sangue e roupas rasgadas. Nas próximas palavras vieram trevas e os guardas estavam perdidos para sempre, contra a torrente violenta e demoníaca que viria...
   "Eu amo você, você me ama...
   Sua família, deixe-me possuir... 
  Com uma faca ou uma arma, sinta-se livre para fugir...Você não sabe o que significa para mim..."

   Senhora Thompson terminou de lavar seus vegetais e percebeu que não ouvia aqueles risos das crianças, típicos de quando estavam assistindo ao estúpido dinossauro. Ela foi até a sala e percebeu que elas não estavam mais lá, e a TV estava com tela completamente preta e um aviso de controle parental.
   "Jenny? Robby? Onde vocês estão?"
   Talvez elas tenham ido para fora, ela pensou. Voltou a cozinha e olhou para a bancada. Suas afiadas facas de aço haviam sumido. "Mas estavam aqui a alguns segundos atrás". Então, como um flash de aço cortado entre as pernas e outro um pouco acima da cintura, ela ouviu uma risadinha abafada e um vislumbre de púrpura e verde com o canto do olho. Ela caiu em uma pilha de suas vísceras e sangue, sua vida se infiltrando no assoalho. Enquanto o mundo ia para um cinza desbotado e sem vida, ela ouviu uma música conhecida cantada por duas vozes familiares...
   "Eu amo você, você me ama,
   Deixe que eu me junte ao Lord Barney...
   Com um grande beijo e abraço apertados...
   Vamos começar a punição aos adultos."
   Senhora Thompson parou de respirar.
   "Ele NÃO é um estúpido réptil gordo!" 
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O Jogo do Copo

0
17:50
   Não tenho o hábito de postar babaquices como os assuntos referentes a essa brincadeira que julgo tão estúpida e sem sentido. Porém, curti a estória que apresentarei a vocês. Encontrada em sites de terror, marcada como uma das famosas Creepypastas que tanto agradam adolescentes desmiolados (sim, sou uma adulta desmiolada e algumas são legais, e daí?

   Em uma noite iluminada por uma lua minguante num céu sem estrelas, quatro jovens resolvem fazer o famoso "jogo do copo".
Reúnem-se na casa do mais velho, o líder da turma. Depois de uma oração em tom de brincadeira, começa a sessão de perguntas para o pseudo-espírito na mesa.
   - Qual o seu nome? Pergunta uma das meninas da turma.
   O copo se move para as letras formando a palavra P-A-L-H-A-Ç-O. Todos ficam assustados com o movimento, mas acham estranho que tenha se formado essa combinação. Exceto o líder da turma, que solta uma gargalhada quando a palavra é formada.
   - O que você quer? Pergunta o segundo jovem:
   P - U - M. É a palavra que aparece no tabuleiro. O jovem líder cai na gargalhada, solta o copo e sai de perto do tabuleiro:
   - Essa brincadeira é cretina, estúpida. Fui eu quem fez o copo se mexer. Viram como isso não funciona?
   - Cuidado. Não fique brincando com essas coisas. Você pode ser castigado - Retruca a pequena jovem.
   Todos vão embora da casa do rapaz, indignados com a brincadeira sem graça do amigo. Como já era tarde, ele se prepara para dormir. Entra em seu quarto, deita em sua cama e começa uma oração. No meio de sua prece, ele sente uma dor muito forte no peito. Seu pijama azul tem uma mancha escura e que vai aumentando. O jovem coloca a mão na boca para conter um grito, mas percebe que sua boca também está sangrando. Seu nariz pinga mais sangue ainda, marcando o chão com poças avermelhadas.
   Desesperado, ele vai ao quarto de seus pais e os encontram enforcados, pendurados no lustre sobre a cama, movimentando seus braços em busca do corpo do rapaz. Os gritos e palavras mórbidas ecoam por toda a casa:
   - Maldito. Por que você fez isso?
   O jovem corre para fora de casa e bate na porta da casa de seus amigos. Ninguém atende. Seus gritos misturados com suas lágrimas pintam seu rosto de vermelho.
Cansado de gritar, ele fica em silêncio, mas ouve algumas gargalhadas. Tentando descobrir de onde vem as vozes, ele corre em direção ao som, e percebe que saem da garagem de sua própria casa.
   Ao abrir a porta, ele se depara com uma cena macabra: Seus três amigos, sentados no chão, fazendo o jogo do copo. As gargalhadas eram assustadores, como crianças que se divertem com um brinquedo novo. Chegando mais perto, o jovem percebe que o copo se movia sozinho, sem nenhum dedo no tabuleiro. O copo fazia movimentos repetitivos para as palavras P-A-L-H-A-Ç-O. Movimentos cada vez mais rápidos formavam a palavra P-A-L-H-A-Ç-O, P-A-L-H-A-Ç-O, P-A-L-H-A-Ç-O, até que o copo explode.
Assustado, suado e com muito medo, o jovem acorda. Sim, foi um sonho. Ele olha a sua volta e não há sangue. O silêncio reina pela casa. Mais calmo, ele vai até o banheiro, onde tem uma surpresa ao se olhar no espelho: Seus olhos e sua boca, vermelhos de sangue, formam uma pintura de palhaço. Mesmo jogando água em sua face, a mancha não sai. Em um ato de desespero, o rapaz corre para o quarto dos pais. Quando ele abre a porta, encontra seu pai de pé, em frente à porta com uma arma na mão. Antes que ele pudesse pronunciar qualquer palavra, um único som toma conta de toda a casa: P-U-M. 

No dia seguinte, todos os seus amigos vão ao velório de seu colega: O jovem palhaço que morreu com um tiro na cabeça.

   Moral da estória: brincar de jogo do copo é uma tremenda palhaçada mesmo, haha.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Momento Manteiguinha da Semana

0
17:46
   Preciso nem dizer qual foi minha reação com o video né? *0*

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Eaí, Curte O Conto dos 3 Porquinhos?

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17:55
   Eu já me amarrava antes (algo contra?), mas depois dessa versão gosto ainda mais. Dica do lindo do @SuperGuri!



   Saca só o que os porquinhos falam: ''Not by the hair of my chiny-chin-chin.''. Alguém consegue entender isso? Haha.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Horror F.R.I.E.N.D.S

3
09:29
   Putz, eu não ia postar até arrumar todo o layout novo do blog. Mas não resisti. Passando pelo MEDO B. me deparei com esse vídeo e fiquei sem ar de tanto rir! Tem um ou dois personagens bem conhecidos do público, os outros uns poucos devem conhecer. Sem mais delongas, aqui vai o vídeo, sátira bem maneira de uma das séries de maior sucesso dos Estados Unidos:



   Ai, acho que me mijei...
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tens Cu?

0
16:29
   "Inspire.

   Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa história deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.
   Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.

   Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina. Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.
   Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.

   Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento. Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.

   Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.

   Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.

   As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa….

   Enquanto você desce as escadas, então – mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora.

   Esse é o espírito da escada.

   O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.

   Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.

   Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais o encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.

   Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, na qual o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os faziam gozar melhor. De forma mais intensa.

   Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.

   Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.

   Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.

   Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.

   Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.

   Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos. Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.

   O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.

   Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.

Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.

   O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.

   Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais expesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.

   O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmãos mais velho da Marinha escreveu.

   No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.

   Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.

   Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.

   O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.

   Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.

   Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.

   Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando a luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas nais quais você não se preocupa que te pegam.

   A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.

   Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cú chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.
 
   Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.

   Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmão no balé. Ninguém estará em casa por horas.

   Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo.

   Faço isso de novo, e de novo.

   Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cú sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.

   E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.

   Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.

   As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.

   Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.

   As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.

   Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.

   Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cú. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentido a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.

   Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.

   Ver essa pílula foi o que me salvou a vida.

   Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.

   Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.

   O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.

   Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma.

   Deus proíba que meus pais vejam meu pau.

   Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.

   Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre um camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.

   Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.

   Você então vê contra o que eu lutava.

   Se eu largo, sai tudo.

   Se eu nado para a superfície, sai tudo.

   Se eu não nadar, me afogo.

   É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.

   O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na árgua turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.

   Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.

   Algo sobre o qual nem os franceses falam.

  Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…,” os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cú……

   Mne eto nado kak zuby v zadnitse.

   Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.

   Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.

   Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cú. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.

   Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.

   É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.

   Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim….

   Precisava disso como precisaria de dentes no cú.

   Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.

   Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.

   Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”

   Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo….”

   E então a menstruação da minha irmã atrasou.

   Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram mais isso novamente.

   Nunca.

   Essa é a nossa cenoura invisível.

   Você. Agora você pode respirar.

   Eu ainda não."

Tripas - Chuck Palahniuk



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